Está na moda ser preto, desde que você não seja preto

ta na moda ser negro
É bem comum encontrar nas redes sociais algumas pessoas defendendo a ideia de que o racismo não existe (em geral pessoas brancas, mas ainda é possível encontrar algumas pessoas pretas com a síndrome de Holiday) usando argumentos batidos como o da “democracia racial” e de que no Brasil o problema é social e não racial.
Vejo também um esforço muito grande em disfarçar todos esses problemas com uma atitude que não consigo deixar passar batida, algo que faz parte do movimento “ser negro ta na moda”. Neste movimento vemos pessoas brancas se vestido com temas africanos, usando turbante, fazendo parte de diversos movimentos negros e até renegando a cor da sua pele (é, sei que não faz sentido, mas vamos lá).
Quem me conhece sabe que sou totalmente a favor da integração entre povos e culturas. Sabe que vejo com bons olhos jovens pretos e brancos juntos, discutindo o destino do nosso país. O que me incomoda é ser preto apenas quando lhe convém.
Ser preto no samba, no hip hop, no candomblé, ser preto assim é fácil. Gostaria que essas mesmas pessoas fossem “pretas” quando a polícia abordou com violência meu irmão na rua, quando uma pessoa perde uma vaga de emprego por ser preta. Quando um canal de TV exibe um programa com teor racista.
Gostaria que fossem pretos na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza.
Na verdade o que vejo são pessoas se apropriando da nossa cultura, esvaziando seu significado, usufruindo apenas dos benefícios e ignorando as desvantagens.
Por que, quando seu amigo foi humilhado na escola você não disse nada? Por que você não se mostrou indignado quando fizeram aquele comentário racista sobre os haitianos no trabalho? Por que você não rebateu seu familiar quando, num almoço de família, disse que “agora tudo é racismo” e que não podemos dar ouvidos a esse mi mi mi?
Não fez nada porque ser preto está na moda, desde que você não seja preto.
Estudei em uma escola pública, mas que por muitos motivos era composta por muitos alunos brancos, e sei que o silêncio do “amigo” dói tanto quanto a piada racista.
O Brasil precisa de pretos fortes e de brancos desconstruídos e conscientes dos seus privilégios, pois só assim vamos avançar para uma cultura integrada.
Quer desconstruir? Acha o sistema racista odioso? Venha para o nosso lado, mas venha inteiro, não pela metade.

historia-turbantes

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46 comentários

  1. Taty Godoi · agosto 12, 2015

    Matéria maravilhosa, pq eles querem nossa cultura, mas quer nos excluir dela, mas agora os mimizentos estão tendo voz e começando a mudar muita coisa

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    • Rodrigo Teles Medrado · agosto 12, 2015

      Realmente, Taty. Nossa luta só terá força quando essas pessoas sentirem que existe uma resistência comprometida. Obrigado pelo comentário.

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    • Lobeu · janeiro 1, 2016

      Não estou bem certo, mas essa nova moda é uma vertente fashionista está correto?

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  2. Priscila Amorim · agosto 12, 2015

    Não concordo não. Esse tipo de matéria só afasta mais.
    Garanto que muitas pessoas brancas defenderiam um negro ou qualquer outra etnia sofrendo discriminação.
    Isso é questão de ser humano e não de ser negro ou branco.
    Enquanto negras alisam o cabelo, brancas usam turbante. E quanto mais vc implicar com isso mais preconceito vai gerar, nem q seja o preconceito inverso.
    Deixa a loira usar turbante sem ser vista como fútil. Deixa a negra alisar o cabelo sem ser vista como fútil.

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    • Madinha · agosto 13, 2015

      Priscila, pode ser que você não tenha entendido bem a essência deste texto… Em nenhum momento há uma crítica direta a pessoas brancas que resolvem usar turbantes e outros adereços de matriz africana/negra, mas sim ao fato de, por exemplo, um turbante em uma pessoa branca ser considerado moda ou tendência, enquanto que o mesmo acessório em uma pessoa negra cause estranheza para muitos. Assim, se configura uma nova remodelação da segregação racial, visto que a cultura negra está na moda e em evidência apenas para uso e exploração dos brancos, enquanto continua sobrando para pessoas negras, como eu e muitas outras, uma série de apelidos (urubu, jubileu, macaco, etc), a constante crítica ao nossos cabelos (cabelo duro, cabelo ruim), além de outros termos pejorativos que nunca serão vistos como racismo por quem nunca passou por isso.

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      • Gledison · agosto 13, 2015

        Então nenhum branco nunca foi chamado de Parmalat? ou coisas do tipo, se deixar levar por comentários para se vitimar é muita falta de senso próprio. fora que você só expõe seu lado como se o preconceito só partisse do branco.

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      • Cris · agosto 13, 2015

        Parabéns Madinha! Resposta mais assertiva para a Srta Priscila não poderia haver!

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      • Guilherme Caldas · agosto 14, 2015

        Sabe Gledison, eu sou branco. Nasci e me criei branco. Sempre fui branco, branquinho.
        Nos meus mais de quarenta anos de vida fui discriminado por usar brinco, usar roupa rasgada, por ser artista, por ser jovem, por ser ciclista, por não andar barbeado e de terno e gravata.
        Admito que fui discriminado por um monte de razões, mas sabe quantas vezes eu fui discriminado por ser branco? Nunca. Nunquinha. Zero. Nada.
        Nunca me impediram de entrar num lugar por ser branco. Nunca mexeram comigo na rua por causa da cor da minha pele. A polícia nunca, em momento nenhum, jamais, me parou e revistou por eu ser branco. Eu e meus amigos branco nunca passamos por nada disso por causa da cor de nossa pele. Que coisa, não?

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    • Tatiane Silva · agosto 13, 2015

      Concordo com você, Priscila Amorim. Acredito que precisamos de união! Vejo que tanto negros e brancos tentam tirar vantagens dessa situação toda! Pois têm muita gente negra com a cabecinha bem fechada para certos assuntos!

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    • luisa · agosto 13, 2015

      “Racismo inverso” não existe. Não da pra comparar o alisamento do cabelo afro que é influenciado por uma imposiçao de uma sociedade que diz que este é um cabelo ruim, com apropriaçao. Apartir do momento que uma raça oprimida reivindica o uso de algo que os representa, isso deve ser respeitado.

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    • Raquel · agosto 13, 2015

      Não existe preconceito inverso, por favor. Quem foi subjulgado durante séculos? Quem foi tirado de seus países de origem para ser escravo em outros continentes? Para quem sobrou uma herança de marginalidade, pobreza e falta de oportunidades? Com certeza não foram os brancos, então não fale de preconceito inverso, porque isso definitivamente não existe. Dá uma lida, uma aprofundada no assunto. O autor falou alguma mentira? As pessoas querem o lado legal da cultura, mas lutar para ter mais igualdades entre as raças não.

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      • Rejane · agosto 13, 2015

        Brancos compravam negros que os próprios negros escravizavam e vendiam…. O buraco é mais embaixo. Isso tb deveria ser ensinado nas escolas. Com isso não estou dizendo que não existe preconceito.

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  3. Mariana · agosto 13, 2015

    Olha, eu tento rebater tantos comentários racistas, homofóbicos, machistas…diariamente que me cansa. Me cansa tentar enfiar na cabeça das pessoas que por mais que um comentário seja “ingênuo” ou seja só uma “opinião”, ele vem carregado de preconceito e discriminação e menospreza a luta alheia.

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  4. Daniela · agosto 13, 2015

    Gostei muito da reportagem confesso que quando vi o titulo me assuatei…só nao gostei do termo”preto” na realidade deveria ter usado negro…mas boa matéria…

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    • Serena · agosto 13, 2015

      Preciso dizer que discordo… Acho “preto” um termo muito válido.
      Um professor de geografia me disse uma vez que todo negro é preto, porém nem todo preto é negro (claro, com as suas raras exceções). Faz sentido?
      Temos um termo para a cor da pele e outro para a origem racial…
      Vejo que o preto está para branco assim como o negro está para caucasiano.

      Veja por exemplo o caso de uma pessoa de origem negra, mas que nasceu albina. Ela é negra e não é preta, é branca. Ao meu ver são termos distintos para coisas distintas…

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    • luisa · agosto 13, 2015

      Perceba que não existe essa preocupaçao com o termo “branco” uma vez que “preto” é associado a algo negativo. O problema não é o termo usado mas o respeito (ou a falta dele) carregado por quem fala.

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      • marinez · setembro 13, 2015

        Concordo Luisa muito acertada a sua resposta, porque quando se fala preto é sempre uma coisa ruim, se não fosse assim eu já vi a galinha pintadinha várias vezes na tv e a galinha pintadinha vi uma vez na internet

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  6. J.P. Flores · agosto 13, 2015

    Republicou isso em O Galã da Sarjeta.

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  7. Madeline · agosto 13, 2015

    Com poucas palavras você resumiu o que venho tentando explicar a muitos amigos! Fiquei muito feliz em saber que não sou a única a pensar desse jeito

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  8. let · agosto 14, 2015

    Eu como uma brasileira tenho tracos das matrizes que formou o povo do nosso pais.Nao me considero de uma “raca pura”,defenderei qualquer pessoa que sofra preconceito seja ela quem for,essa postura de nos considerarmos como negro,branco,indio por toda a historia foi o que fez com que tantos colonizados herdassem a auto estima baixa .Chega desse discurso egoista por parte de todos,cada um so ve o que lhe convem .E o indigena?nao estao segregando ele tambem voces com esse discurso de odio entre negros e brancos?voce sao iludidos,nasceram no Brasil ,aqui ninguem e de uma raca so,todos os lados parem de pensar assim,pq dessa forma essa briga nunca vai acabar…

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  9. Jenny · agosto 14, 2015

    Só p avisar,ñ existe racismo inverso viu??Vamos estudar um pouquinho antes de falar!;)

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  10. Gabriel Vince · agosto 14, 2015

    Quem diz que o turbante deve ser uma exclusividade dos negros além de racista não faz a menor ideia do que fala?
    Apropriação cultural? Aonde?
    Persas, anatólios, lídios, árabes, argelinos, judeus, tunisianos utilizavam turbantes, talvez muito antes de qualquer africano.

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    • Rodrigo Teles Medrado · agosto 14, 2015

      Bom dia, Gabriel.
      Em primeiro lugar, obrigado por dedicar alguns minutos para ler e comentar sobre o texto, mas receio que tenha feito um julgamento apressado. O texto não é sobre turbantes. A palavra “turbante” só aparece uma vez no texto, entre duas vírgulas, o que significa que algo veio antes e algo foi escrito depois. É apenas uma ilustração de um argumento. Sugiro que leia novamente, desapegue-se do escudo e teremos um debate bem produtivo.

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  11. Augusto · agosto 14, 2015

    Olha, e bem complicado afirmar tudo isso que vc diz pq ao mesmo tempo que existem pessoas que debatem com familiares,ou na rua ou em seus trabalhos ai já não pode ser algo generalizado como se toda uma população ainda tivesse tal pensamento e deixasse algumas a;coes passarem de cabeça baixa,apesar de que sim o racismo existe e acontece todos os dias em grandes ou pequenos gestos. Se nao for para ferir entao ngm pode se apropriar de qualquer cultura que seja? Se for para sempre ficar nessa ngm vai se integrar mesmo pq ai a pessoa que for branca nao vai estar sendo negra o suficiente para compartilhar dos mesmos amores e desamores?Ou [e um grupo fechado onde ngm um dia vai conseguir entender que o negro sofre racismo e por isso nao deve tentar aproximação? Simplesmente respeito e entendo a dor e a felicidade de ser negro e nao como um branco que quer explorar ou se apropriar de algo nao descartando os que realmente utilizam somente do lado bom de tudo isso que vc citou que faz parte de uma cultura. Acho que aproximacoes ou inspiracoes conscientes quando saudaveis nao devem ferir a ninguem…enfim espero nao ter sido completamente nonsense

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  12. Haroldo Carlos · agosto 14, 2015

    O texto é realmente muito bom. Bom, vamos cortar essa de que existe uma *questão humana*: as pessoas são lidas como brancas ou pretas. E essa *leitura*, como se sabe, faz toda a diferença na demarcação de espaços nos quais podemos ou não circular. Acho necessário que os brancos se desconstruam e que contribuam na luta contra o racismo, mas isso não será feito apenas com frases como *sou contra o racismo*, pela básica e simples razão de que no interior do próprio racismo há espaço para que se diga tais frases, sem, no entanto, que haja questionamentos mais gerais da ordem racista em que vivemos.
    Por exemplo, as campanhas *somos todos macacos* ou *somos todos Maju*. Nelas houve um questionamento mais geral do racismo, ou uma indignação com xingamentos racistas? A associação entre os negros e o crime foi questionada? A desigualdade racial, consequência de políticas deliberadas de exclusão dos negros tanto da política (a começar pela lei Saraiva), quanto do mercado de trabalho (a começar pelas políticas imigratórias com a pretensão de branquear o Brasil) foi questionada? E o padrão de beleza, que assinala que nós negros nascemos com defeito, foi questionado? Pra todas essas questões a resposta é *não*.
    Por fim, pelo amor, não existe *racismo reverso*. Algum branco ser chamado de Parmalat? Ok, mas nessa palavra não está associada noções de inferioridade racial, ligação com o crime, defeito fenótipo, o exercício de funções socialmente desvalorizadas, como estão contidas nos xingamentos racistas.

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  13. Fabio A. · agosto 14, 2015

    Quem diz que o turbante deve ser uma exclusividade dos negros não faz a menor ideia do que fala.
    Apropriação cultural? Aonde?
    Persas, anatólios, lídios, árabes, argelinos, judeus, tunisianos utilizavam turbantes, talvez muito antes de qualquer africano (não pesquisei). Curiosamente a “apropriação cultural” no uso do turbante seja DELES.

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  14. Sérgio Abreu · agosto 14, 2015

    É lamentavel ainda existirem pessoas que não reconhecem que as relações raciais no Brasil, negros e brancos, se dá de forma hierarquizada, verticalizada onde negros são historicamente situados e tratados em desvantagem. 300 anos de escravidão não se resolve com um clique delete, a coisa é muito mais complexa. Quando a moda se volta para alguns itens da indumentária africana não significa que isso seja um indicativo de superação de desigualdades mas um expediente de marketing da moda. Vivemos um hibridismo cultural fruto do multiculturalismo. O sistema se apropria, como sempre se apropriou de elementos culturais de modo a transformar esses elementos em ganho de capital. Isto não significa em absoluto que o racismo vem se resolvendo. Falta muito para chegar a uma discussão proveitosa enquanto não se reconhecer que esse pais sofre de uma patologia chamada racismo. A pior de todas as doenças é não se reconhecer doente e achar que resistir ao racismo é fazer racismo inverso. Todo aquele que trabalha com a ideia de racismo inverso é por excelência um racista, se é que podemos dizer que existe excelência em ser racista.

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  15. Pingback: Coroa & Cor | Bisbilhótica
  16. Fabiana Pavani da Silva · agosto 15, 2015

    Veja o meu caso: nasci numa família de operários, com ascendentes negros, indígenas e portugueses pelo lado paterno e italiano pelo lado materno..Meus 05 irmãos nasceram morenos e eu nasci branquela…Todos nós passamos pelas mesmas dificuldades, como todo pobre tivemos que começar a trabalhar cedo….Mas apesar de pertencemos a mesma família, sei que meus irmãos passaram por muitas situações de constrangimento pela cor da pele, que eu não passei….
    Apesar de concordar inteiramente com o artigo, não posso me negar que me machuca…parece que não tenho o direito de sair por aí com meus turbantes, dançar maracatu pq minha pele é branca, mas eu poderia também ter nascido com a pele preta…

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  17. Fabiana Silva · agosto 15, 2015

    nasci numa família de operários, com ascendentes negros, indígenas e portugueses pelo lado paterno e italiano pelo lado materno..Meus 05 irmãos nasceram morenos e eu nasci branquela…Todos nós passamos pelas mesmas dificuldades, como todo pobre tivemos que começar a trabalhar cedo….Mas apesar de pertencemos a mesma família, sei que meus irmãos passaram por muitas situações de constrangimento pela cor da pele, que eu não passei….
    Apesar de concordar inteiramente com o artigo, não posso me negar que me machuca…parece que não tenho o direito de sair por aí com meus turbantes, dançar maracatu pq minha pele é branca, mas eu poderia também ter nascido com a pele preta…

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  18. Gabriela · agosto 15, 2015

    “Ser preto no samba, no hip hop, no candomblé, ser preto assim é fácil. Gostaria que essas mesmas pessoas fossem “pretas” quando a polícia abordou com violência meu irmão na rua, quando uma pessoa perde uma vaga de emprego por ser preta. Quando um canal de TV exibe um programa com teor racista.”
    A questão é que ninguém deveria ser tratado mal independente de cor. Claro que os brancos não vão querer ser abordados com violência. Não porque querem ser pretas quando lhes convém, mas sim porque nenhum ser humano devia ser tratado de tal maneira. Não devia ser discutido que brancos deviam se submeter ao mesmo tratamento que por vezes negros passam e sim de que todos independente da cor tivessem o mesmo tratamento digno..

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  19. Eduardo Tannús · agosto 16, 2015

    Eu sou branco. Só vim aqui dizer que, por mais raros que nós sejamos, nós, brancos conscientes e desconstruídos, existimos. Contem com meu apoio incondicional para o fim do racismo, porque até parente meu eu já denunciei à polícia por racismo. Existe racismo, ele é nojento, e ele precisa ser extinto!

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  20. Pingback: Links Favoritos | entresorrisos
  21. marianafranzoi · agosto 21, 2015

    Oi! Amei o texto e fiz um post no meu blog com os meus links favoritos das últimas semanas, e claro que não podia faltar o link desse texto aqui hahaha Dá uma olhada lá nos outros links que eu postei 🙂 https://entresorrisos.wordpress.com/2015/08/20/links-favoritos/

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  22. King Kopa · agosto 26, 2015

    “nossa cultura,”

    Não sabia que hip hop era cultura afro brasileira
    Pelo que eu saiba, foi criado por porto riquenhos e jamaicanos em Nova Iorque nos bailes de rua
    ‘Nossa cultura” não se aplica a hip hop.
    Hip hop é cultura afro-latina nascida em Nova Iorque

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    • Torremocha · agosto 26, 2015

      E a base para o hip hop saiu de duas músicas de um grupo ALEMÃO, Kraftwerk

      Kraftwerk – Trans Europa Express
      Kraftwerk – Numbers

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    • Rodrigo Teles Medrado · agosto 26, 2015

      Em primeiro lugar, obrigado por ler o texto e deixar o seu comentário. O feedback é muito importante, pois não acredito que possuo uma verdade absoluta sobre tema algum.
      King Kopa, creio que houve um entendimento um tanto errado do texto, visto que não defendo nele o Hip Hop como nossa propriedade, tampouco como criação brasileira. Usei o hip hop, o turbante e outras palavras para ilustrar um ambiente onde tradicionalmente é frequentado e alimentado por pessoas negras. Partindo do princípio de que o povo negro, seja qual for a sua nacionalidade, compartilham dos mesmo sofrimentos e desafios, não vejo mal algum considerar algum elemento da cultura negra, seja do caribe, do Brasil ou qualquer outro lugar como parte de uma cultura maior chamada cultura dos povos negros. Dessa forma, espero ter detalhado melhor esse trecho que percebi que você interpretou de forma diferente. E pra finalizar, o texto também não é sobre o movimento hip hop, que é rico, influente e abrangente.

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      • King Kopa · agosto 26, 2015

        Aqui a primeira crew de hip hop do mundo

        Pelo que você pode ver no vídeo a maioria são mestiços de indígenas de Porto Rico
        Falou

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  23. gigi · agosto 26, 2015

    Nossa

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  24. Renata · setembro 15, 2015

    Não concordo com esse texto. Afinal, será que só negro sofre racismo ou tentam esconder as coisas só por vocês serem negros? Será que Zumbi dos Palmares não escravizava os negros? E engraçado, fazem homagem aos negros através dos nomes dele. Turbante e tudo o que na moda e que é usado por brancos foi inventado por brancos. Quanta ironia, não? Negro não pode ser chamado de preto, neguinho… e nem nada do sentido porque? Se vocês são. Se vocês procurarem quem mais sofre racismo no Brasil e nesse mundão afora são os brancos, mas ninguém mexe um dedinho sequer pra lutar contra isso, e pior: nós podemos ser chamados de vela, leite azedo, branquinha mimada, mauricinho… que tem problema nenhum. Não existe racismo reverso, existe racismo e ponto! É muito fácil lutar contra o racismo em favor dos negros, mas querer lutar por igualdade é bem mais complicado. Até porque, lutar pelo convém a vocês é muito mais gostoso né. Vitimismo pra cima de mim, não!

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  25. manoelpdb (@manoelpdb) · setembro 24, 2015

    poxa mas uma coisa não tem nada a ver com a outra…
    que diferença faz a cor da pele da pessoa e a cultura de onde ela vem?! na arte podemos criar o que quisermos sendo influenciado por aquilo que gostamos, seja por uma cultura típica de um povo cuja cor da pele seja negra ou não. sinceramente não entendo isso de “apropriação” cultural, isso para mim não tem o menor cabimento.
    agora a questão do preconceito já é outra coisa. amarrar um pano na cabeça igual geralmente pessoas negras fazem por ser parte da cultura do povo que elas veio, não quer dizer que você abraça a “causa negra”, só quer dizer que você curtiu aquele visual e acabou. se a pessoa é racista e preconceituosa, o que eu acho escroto e nojento, dai é outra questão; assim como, do outro lado, existem pessoas quem amarram pano na cabeça e defendem as pessoas independente da cor da pele dela. então, veja só, o pano na cabeça é apenas um mero detalhe né? importante é como a pessoa se comporta com as diferenças!!!

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  26. Jefferson · janeiro 1, 2016

    Somos todos macacos!

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  27. dinyy sued · junho 10, 2016

    Meus melhores amigos são brancos. adoooooooooooooooooooro a raça branca e eles devem dominar o mundo. SOU NEGRO E CANSEI DESSE VITIMISMO … BRANCOS DOMIN EM.. QUANDO EU PUDER ME MUDO PARA O SUL SANTA CATARINA LOUROS BRANCOS OLHOS AZUIS E AQUILO ROSADINHO.

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    • Rodrigo Teles Medrado · junho 10, 2016

      Pensei em considerar seu comentário um spam, visto que em momento algo o seu objetivo é debater ideias, mas apenas tumultuar. Porém, julgo que seja importante que as pessoas percebam quando alguém embarca no delirante caminho da babaquice.

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